DVD Cannes Lions 2012 – Premiados no Festival de Cannes

Quem é apaixonado por propaganda se liga todo ano no Festival de Publicidade de Cannes. Considerado o “Oscar” da propaganda, o Festival de Cannes premia o que acontece de melhor na propaganda mundial em diversas categorias.

Quem não pode acompanhar o Festival, eis uma oportunidade de conferir o que rolou de melhor por lá esse ano.
Neste DVD você pode assistir todos os premiados na categoria Films  (ouro, prata, bronze e GP). São mais de 90 comerciais. Além disso o DVD traz as principais peças premiadas em Press, incluindo todos os anúncios brasileiros que levaram leões.


Tudo isso por apenas R$ 25,00 + frete.
Para adquirir o DVD entre em contato pelo e-mail: falecomigo@brenobrito.com

* este produto não é oficializado pelo Festival de Cannes. Para adquirir o produto oficial, acesse o site www.canneslions.com/shop/

Confira algumas das peças que estão no DVD:


Gold  – Axe, BBH London


Bronze – JVC, JWT Brazil


Bronze – Perdigão, Y&R

Propagandas do New Beetle

O que dizer de um carro que tem um dia mundial dedicado em sua homenagem? Quando falamos de Fusca, estamos falando de mais do que um automóvel, estamos falando de um ícone que se tornou parte da história, não apenas automotiva, mas também cultural da sociedade. Ontem, dia 22 de junho, foi comemorado o Dia Mundial do Fusca. São 78 anos desde que esse carrinho surgiu, revolucionando a indústria automobilística e conquistando a simpatia de pessoas no mundo inteiro.

Como não sou muito saudosista, mas adoro releituras vintages, apresento a seguir uma coletânea de anúncios do New Beetle, o carrinho lançado pela VW no final dos anos 90 que veio pra resgatar a áurea do Fusca.


Esse anúncio ganhou Grand Prix em Press no Festival de Cannes em 1998


Pai e filho.


Algumas vezes, sem saber por que, seu coração bate acelerado.


Essa foi a campanha de lançamento do New Beetle no Brasil


Anúncio do New Beetle nas Olimpíadas da China


Anúncio bacana da AlmapBBDO


O melhor de todos

UPDATE (em 22.02.2013)
O “novo” New Beetle, chegou no Brasil e foi rebatizado com seu nome original, Fusca. A campanha de lançamento mais uma vez ficou a cargo da agência AlmapBBDO.  Os dois comerciais levam o público a São Paulo dos anos 70, quando o Fusca era o único carro popular e o mais famoso do País. Nesta viagem no tempo, os espectadores são apresentados ao modelo de 2013, o carro do futuro. Os vídeos contam ainda com participações especiais de Mussum e Rivelino.

Mais uma campanha incrível desse carro, que coleciona fãs e um repertório de propaganda fantástico.

A importância dos fundamentos

Esta semana Nizan Guanaes escreveu em sua coluna na Folha de S. Paulo um artigo com o título “Tudo pelo social”, no qual aborda de uma maneira simples, porém inteligente, o tão badalado e comentado “marketing nas redes sociais”.

O surgimento das redes sociais através das mídias virtuais criou nos últimos anos uma legião de pessoas que começaram a se intitular “analista de mídias sociais”. Isso me lembrou a recém febre dos DJs, na qual todo mundo começou a atacar de DJ em festas, principalmente ex-BBB’s, artistas em decadência, ex-namorados de gente famosa e pseudo-celebridades em geral.

Só que tanto para ser DJ como para ser analista de mídia social não basta apenas saber operar a máquina, ou o sistema. Daí termos uma porção de DJ apertadores de botão e analista de mídias sociais que apenas se divertem navegando e compartilhando o que veem na internet.

Redes sociais sempre existiram e sempre foram dominantes ao longo da história. Portanto, analista de mídias sociais não é uma “profissão” nova. Podemos até dizer que psicólogos, filósofos, sociólogos sempre foram analistas de mídias sociais, porque analisar mídias sociais, mais que operar sistemas é, principalmente, analisar o comportamento das pessoas.

Essa é a questão maior. Não basta dominar os sistemas. Não basta saber como criar uma fan page no Facebook, como administrar uma conta no Twitter, como aferir métricas. É preciso ir mais a fundo e conhecer os princípios gerais da comunicação, de marketing, de relações e tecnologia. Nizan bem coloca em seu artigo: “Você não precisa se tornar um especialista nessas novas ferramentas, até porque elas passam. Seja um especialista em comportamento, entenda a suprema tecnologia humana, aquilo que chamamos de alma”.

Outro ponto de vista interessante, e que corrobora com pensamento do Nizan, é o do professor Silvio Meira, renomado cientista e pesquisador. Numa extraordinária entrevista concedida ao jornalista Roberto D’Ávila, o cientista falou da importância de se conhecer os fundamentos das coisas. “Numa época em que as transformações são muito rápidas, se você se concentrar em estudar e se tornar especialista em coisas que são a superfície da mudança, isso certamente trará problemas, porque a superfície muda muito rápido. Mas as novas superfícies que surgem sempre reutilizam os mesmos fundamentos básicos”, disse Meira.

Ele cita o exemplo: na graduação seu trabalho de conclusão de curso foi sobre cartões perfurados. Quando chegou ao mestrado, ele trabalhou com mainframes, e no seu doutorado lidou com estações de trabalho, ou seja, as superfícies mudaram, evoluíram, porém sobraram os fundamentos essenciais da área de conhecimento.

Portanto, o segredo é estar sempre aprendendo, desaprendendo e reaprendendo coisas novas, sem deixar de lado os princípios fundamentais que regem o funcionamento das coisas, independentemente de sua plataforma, da evolução de sua superfície. Já fui usuário do BBS, mIRC e ICQ. Orkut até dois anos atrás era a maior comunidade virtual no Brasil. Facebook e Twitter dominam o espaço atualmente, mas até quando? Conhecer a operacionalização desses sistemas é importante sim. Observo, porém, uma porção de pessoas que se limitam a isso. E não adianta apenas dominar o sistema, tem-se que dominar todo o conceito e os fundamentos por trás do sistema, pois os sistemas mudam ao longo do tempo, mas os fundamentos não.

Dia desses levei minha namorada na casa da minha mãe. Lá tem um cantinho onde ela guarda umas velharias, dentre elas uma máquina de datilografar do início dos anos 80. A namorada olhou pra máquina e perguntou: Como se usa isso? Fiquei estupefato com a pergunta, mas ela, com seus 22 anos, estava falando sério. Nunca havia usado uma máquina daquelas, afinal já nascera na era do computador.

Meu primeiro teclado QWERTY

Meu primeiro teclado QWERTY

E, por incrível que pareça, muita gente hoje sequer viu uma máquina de escrever. Não sou tão velho assim, mas brinquei um bocado com uma Remington (ou sou tão velho assim?). Naquela época tinha cursos de datilografia. Não cheguei a fazer, mas minha mãe, que nasceu numa era em que saber datilografar abria as portas para empregos, tem lá seu certificado. E hoje, mesmo tendo nascido numa época mais propensa à adaptação da tecnologia, e junto a isso aos teclados dos computadores, não sou páreo para ela na hora da digitação. Ela digita incrivelmente rápido.

Quando minha namorada fez a pergunta “como se usa isso?”, minha mãe rapidamente procurou uma folha de papel, pôs na máquina e começou a escrever. O que era datilografar hoje se chama digitar. Os termos mudaram, as superfícies mudaram, mas os fundamentos permanecem os mesmos, e minha mãe não os esqueceu.

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Vale a pena ler: Artigo “Tudo pelo Social“, de Nizan Guanaes.
Vale a pena assistir: Entrevista de Silvio Meira no Conexão Roberto D’Avila.

Broadside – A propaganda vista por dois lados

Caros visitantes deste blog brasil afora. Para quem não sabe, o autor que vos escreve também é titular de um outro blog, chamado Broadside, do qual originou-se o livro “Broadside – A propaganda vista por dois lados”, lançado por nós em 2011.

Quem ainda não conhece, o livro “Broadside – A propaganda vista por dois lados” consiste numa coletânea de 28 artigos, que exploram os vários aspectos que envolvem o universo da propaganda. São 23 artigos de opinião, escritos durante os anos como redator em agência de publicidade, e 5 artigos científicos, elaborados durante o curso de Mestrado.

Com isso, os textos abordam tanto a prática cotidiana do profissional de publicidade – o mercado de trabalho, a relação cliente e agência, tendências em comunicação, criatividade e técnicas publicitárias – como o lado acadêmico da propaganda, através ensaios científicos que inserem anúncios publicitários como objeto de estudo investigados sob a ótica da Linguística e suas disciplinas como a Estética de Recepção, a Semiótica e a Análise dos Discursos Sociais.

É um livro voltado para publicitários, comunicadores, professores, estudantes, curiosos e apreciadores do universo da propaganda, aspirantes a mestrandos e interessados em comunicaçao e linguagem em geral. A obra pode ser indicada como bibliografia complementar para disciplinas introdutórias que tratem das questões do mercado publicitário, bem como para cursos que contemplem os aspectos socioculturais e históricos da atividade publicitária – nesse aspecto, o interesse da obra contempla professores e estudantes de graduação e pós-graduação, assim como pesquisadores da área de comunicação e linguística.

Para quem se interessar mais, o livro conta com um hotsite.
E quem desejar adquirir, basta entrar em contato conosco pelo e-mail: falecomigo@brenobrito.com. Custa apenas R$ 30,00 (com envio grátis).

Em defesa da ponte

Carente de artistas e personalidades capazes de emprestar imagem e credibilidade a marcas e produtos, recurso comumente empregado em campanhas nacionais, resta aos publicitários piauienses se utilizarem de pontos turísticos para ilustrar anúncios dos mais diversos segmentos empresariais.

Porém, após o ano de 2010, a estátua do Cabeça de Cuia, no Encontro dos Rios, e a imagem da Pedra Furada, na Serra da Capivara, perderam o posto para a mais nova atração turística de Teresina: a ponte Mestre João Isidoro França, ou simplesmente “Ponte Estaiada”, que desde sua inauguração tem sido a grande estrela das campanhas publicitárias mafrenses.

Garota propaganda de imobiliárias a laboratórios, de supermercados a óticas, a Ponte tornou-se alvo de uma grande polêmica. Tudo porque uma faculdade particular da cidade resolveu veicular o seguinte outdoor, que virou motivo de piadas nas redes sociais e mesas de bar.

Vamos a uma análise sem partidarismos e sem passionismos. Tomaremos por base conceitos da semiótica, técnicas de programação visual e princípios que regem a criação de uma boa peça publicitária.

Primeiro vamos refletir sobre o conceito da Faculdade. Desde o início de 2011 a Faculdade veicula um filme para anunciar seu vestibular no qual mostra apenas pés e assina com o slogan: “O seu lugar”. Um monte de pés para falar sobre educação já poderia ser discutido do ponto de vista semiótico e criativo. Mas vou me ater ao slogan. “O seu lugar” é uma frase muito vaga, no sentido que pode ser aplicada a uma loja de material de construção, a um shopping, a um motel, enfim, não cria um posicionamento capaz de fixar uma imagem de referência na mente do consumidor.

Para a campanha dos cursos de pós-graduação, o slogan utilizado é “Para quem sabe onde quer chegar”. Porém, segundo a peça em questão, quem procura uma pós-graduação deseja chegar na beira de um rio para urinar?
Esse é a ideia que nos é transmitida. Podem alegar: “associamos a ponte ao conceito para dar a ideia de que quem procura nossos cursos de pós-graduação quer chegar no lugar mais alto”. Ok, mas o jovem não olha para o alto, não olha para a ponte. Ele olha para baixo, para o rio.

Entramos aí no aspecto visual do outdoor. Observamos um jovem de costas com as mãos na altura da virilha, à beira de um rio e com matagal a sua frente. A cabeça do jovem está inclinada para a esquerda e voltada para baixo. Qual a impressão, ou as impressões que isso nos passa?
1) A primeira impressão que veio à tona para a maioria das pessoas e que tomou conta das piadas foi a de que o rapaz estava urinando.
2) O jovem não mostra o rosto, esconde-se, não faz questão de ser reconhecido como alguém que estuda da faculdade. Até nas discussões fala-se sobre isso. Primeiro mostraram os pés, agora mostram as costas. As pessoas têm vergonha de mostrar o rosto? Mostrar rosto de pessoas sorrindo demonstra felicidade, satisfação. Tudo bem que pode ser clichê, mas antes clichê certo do que inovação errada. Ou não?
3) O jovem está cabisbaixo, está triste.
4) O jovem está dando as costas pra você, ou seja, não ta nem aí pra você. Utilizar a imagem de uma pessoa de costas na propaganda é um tanto temerário. Lembro desse anúncio criticado por Stalimir Vieira no livro “Propaganda, profissionais ensinam como se faz”.

Os autores do outdoor podem argumentar que tudo não passa de uma interpretação exagerada e equivocada, porém ao se elaborar uma peça publicitária é preciso ter cuidado nesse sentido. Deve-se amarrar a ideia de forma não deixar margens para interpretações que extrapolem o escopo da mensagem. Stalimir fala que tudo que compõe a produção de um anúncio contribui para a interpretação e valorização do produto anunciado. E a posição de enquadramento do rapaz na foto deixa margem para várias interpretações, inclusive a que o levou a ser apelidado de “o mijão da Novafapi”.

Observamos ainda o aspecto da diagramação do outdoor. A disposição dos elementos está muito espalhada: chamada de um lado, logomarca de outro. Endereço em um canto, telefone noutro. Isso dificulta a atenção do olhar, pois o mesmo fica perdido procurando qual o ponto de atração, além de dar um aspecto poluído ao visual da peça. O local onde foi aplicado o telefone, não ficou digamos… muito estratégico. Também não sou muito fã de aplicação de fundos (boxes) em logomarcas e textos. Bom, isso já é uma cisma minha, deixa pra lá.

Na execução da peça a impressão que me passou foi que faltou zelo na escolha e no tratamento das imagens. Há diferença de luz entre a ponte e o jovem, denotando claramente uma montagem. A imagem do jovem de costas parece ter sido retirada de “templates” para aplicação de estampas em camisetas para aprovação de layout. A foto da ponte não tem o tratamento de uma foto publicitária. A imagem está “lavada”. O ângulo também não favorece muito a visão da ponte, pois acaba mostrando mais o mato do que a ponte em si.

Abaixo um exemplo de outro outdoor que está sendo veiculado, porém com uma imagem mais bem trabalhada da Ponte Estaiada, tanto no aspecto de enquadramento como de tratamento, e com maior pertinência no uso da mesma.

Dito isto, volto ao escopo inicial desse texto. Carrego Ponte no nome e, me considerando membro da família, sinto-me na obrigação de sair em sua defesa.
Tenho a impressão que nossa estimada estaiada tem servido de “tapa-buraco” aos nossos criativos. Parece que após uma sessão de brainstorm nada proveitosa, aparece alguém com ideia: coloca uma foto da ponte!

Claro, assim como os artistas emprestam sua simpatia e credibilidade às marcas, a Ponte Estaiada empresta sua imponência e exuberância. E o melhor, sem cobrar cachê! Mas meus caros amigos publicitários, vos peço, tenham mais cuidado ao utilizar o nosso mais novo cartão postal em suas campanhas publicitárias. A Ponte Estaiada é patrimônio do Teresinense e não desejamos vê-la associada à ideias ruins.

Lembrei-me agora de outro caso do meio publicitário local que ganhou as ruas e as redes devido à polêmica gerada pelo seu slogan “tudo que você mais gosta no lugar que você sempre quis”. Era a campanha do Pintos Shopping, que ficou conhecido como “Pintão”. Por conta disso pipocaram especulações sobre a sexualidade do ator Reinaldo Gianecchini, garoto propaganda da loja, mas não sei até que ponto isso pode ter trazido danos a sua imagem.

Voltando a Ponte Estaiada, há quem olhe para ela e imagine um objeto fálico. Já pensou se a ponte estrela a próxima campanha do “Pintão”. Melhor não misturar as coisas, nem dar idéia.

Breno Ponte de Brito
Publicitário, professor, defensor das pontes 

Defesa de Criação

O publicitário não cria nada por acaso (ou pelo menos assim deve ser). Portanto, tudo que envolve a criação de uma campanha e suas peças precisa ser justificado. Desde a definição do tema/mote até a escolha das cores e fontes. Tudo isso é argumentado na Defesa de Criação.

O conceito criativo (ideia) é pensado estrategicamente com base nas informações contidas no briefing levando-se em conta o perfil do público-alvo, posicionamento da empresa, objetivos de comunicação e marketing estabelecidos, etc. E todos os elementos presentes nas peças publicitárias (textos, imagens, fotos, ilustrações, formas gráficas, cores, fontes tipográficas) devem possuir um intuito, um propósito e estarem fundamentados em conceitos e técnicas de comunicação, marketing, linguística, design gráfico, psicologia, gestalt, semiótica e quaisquer teorias, disciplinas ou ferramentas que tenham servido de suporte para o embasamento técnico do criativo ao selecionar os argumentos e elementos da peça publicitaria desenvolvida.

A Defesa de Criação se constitui tanto no documento escrito quanto na exposição oral perante apresentação da campanha ao cliente. O documento escrito é elaborado pela equipe criativa responsável pelo job e deve conter todo o argumento que engloba a sua elaboração: conceito, tema, mote, apelos, discurso verbal e gráfico, etc. Após fundamentada, a Defesa é passada ao profissional de atendimento que geralmente é o encarregado de fazer a apresentação da campanha para o cliente. Em algumas ocasiões, o(s) criativo(s) deve(m) acompanhar o atendimento nesse momento.

O objetivo da Defesa de Criação, além de explicar o porquê do conceito criativo e da utilização dos elementos, é “vender” a ideia da agência para o cliente, de forma que ele entenda, acredite na ideia e aprove a campanha. A Defesa de Criação deve demonstrar claramente os motivos que levam aquela campanha a ter grande chance de atingir o consumidor e obter êxito na solução dos problemas de marketing e comunicação pautados pelo cliente.

O cliente só irá dar aval positivo para aprovação da campanha se ele compreender e acreditar no que for apresentado a ele. Imagine que ele está investindo dinheiro do seu negócio ali, naquela ideia, naqueles anúncios. E não importa se é um cliente grande ou pequeno. Uma campanha que custe trinta mil reais para um microempresário tem impacto financeiro semelhante a uma campanha orçada em cinco milhões para uma multinacional. Ou seja, independentemente do porte do cliente, o investimento em propaganda representa uma aplicação de capital, e ele precisa acreditar que obterá um retorno compensatório com a campanha publicitária.

Por outro lado, é comum vermos criativos frustrados por não terem tido sua ideia aprovada pelo cliente. Ou então Diretores de Arte se contorcendo ao receber pedidos do cliente para mudar a cor do fundo ou a foto do anúncio. Isso acontece em grande parte por falta de uma Defesa de Criação ou pelo fato dela ser apresentada incompleta ou de forma não convincente. Por isso, é recomendado sempre a elaboração de uma boa Defesa de Criação, seja para uma grande campanha, seja para uma peça publicitária, seja para um logotipo.

A Defesa de Criação ajuda a gerar credibilidade no trabalho da agência. Além disso, ela evita (ou pelo menos diminui) interferências criativas na campanha por parte do cliente. Aqueles famosos pitacos (o terror dos criativos): “muda a cor de fundo para amarelo”, “coloca uma letra diferente”, “põe a foto mais no meio”, “aumenta a logomarca”, etc.

Enfim, a Defesa de Criação demonstra o profissionalismo do trabalho, preserva a criatividade da campanha, gera confiança da agência para o cliente e, acima de tudo, proporciona mais probabilidade da campanha atingir o êxito esperado no alcance dos resultados. Portanto, após a criação da campanha, os criativos devem destinar um tempo para a elaboração da Defesa de Criação, demandando a esta atividade o mesmo esmero aplicado na criação da campanha. Afinal, tão importante quanto a ideia de uma campanha, é a defesa de criação da mesma.

Modelos de Defesa de Criação

Artigo: Intertextualidade na Publicidade

Este artigo científico foi produzido por mim na disciplina “Análise Crítica do Discurso” cursada no Mestrado em Letras da UFPI.
O artigo propõe analisar as marcas de intertextualidade no gênero publicitário e como a presença de discursos anteriores resgatados sob uma nova roupagem funcionam como artifício persuasivo no processo da comunicação publicitária.

● Clique aqui para baixar

Artigo: Processo criativo em propaganda

Alunos da CS5/CS6, estou deixando aqui um artigo intitulado “Processo criativo em propaganda e intertextualidade”. Trata-se de um artigo científico escrito pelo Prof. Dr. João Carrascoza. É um texto muito interessante e trata de alguns assuntos que estamos abordando na disciplina.
O que vocês deverão fazer:
● Baixar o arquivo.
● Ler o artigo e trazê-lo para nossa próxima aula.
● Fazer uma resenha do artigo.