Curso Criatividade na vida e nos negócios

Acabo de concluir o material para o meu mais novo curso: “Criatividade na Vida e nos Negócios“.

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O curso Criatividade na Vida e nos Negócios é voltado para todos aqueles que sentem a necessidade de desenvolver o seu potencial criativo, independente do ramo de atividade em que atua. Através de exposições instigantes e atividades práticas, os participantes são estimulados a exercitarem o pensamento divergente, a realizar associações inéditas e a buscar soluções inovadoras para problemas aparentemente insolúveis.

Criatividade não é dom, é técnica. Criatividade não se ensina, se desperta. No curso Criatividade na Vida e nos Negócios vamos apresentar algumas técnicas para despertar seu lado criativo.

O curso tem duração de 8 horas e promove uma verdadeira imersão pelo universo da criatividade, demonstrando como ela pode ser aplicada tanto no nosso dia-a-dia, quanto na vida profissional.

OBJETIVOS GERAIS:
• Promover o pensamento criativo
• Quebrar os bloqueios à criatividade
• Compreender o processo criativo e seus elementos intuitivos, emotivos e lógicos
• Ampliar os canais de percepção
• Desenvolver o potencial criativo dos participantes
• Capacitar os participantes a desenvolverem soluções publicitárias criativas para seus negócios

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
• Quem é esse ser criativo?
• Quebrando os bloqueios à criatividade
• Como explorar a criatividade?
• O processo de criação
• O pensamento criativo
• A importância da comunicação criativa
• Criatividade aplicada ao marketing
• Exercícios práticos de criatividade

UMA DEGUSTAÇÃO DO QUE VOCÊ VAI VER NO CURSO:

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Este curso é ideal para empresas e instituições inovadoras, que apostam no treinamento e na qualificação de seus colaboradores e que acreditam que a criatividade é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento dos negócios. Por isso, o curso Criatividade na Vida e nos Negócios também está disponível na versão in Company.

Para mais informações ou para levar esse curso para sua cidade ou instituição, entre em contato conosco: falecomigo@brenobrito.com

Veja aqui outros cursos que promovemos.

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A emissora do plim-plim e sua política de divulgação de marcas

Assistindo noticiários da Rede Globo sobre a Copa das Confederações ouço um repórter falando: “O técnico do Thaiti recebeu diversas mensagens de apoio de brasileiros na sua página em uma rede social”. Ora, por mais que não esteja declarado de forma explícita, sabemos que o repórter quis dizer “na sua página do Facebook”. Mas por que o repórter não disse logo isso de uma vez? Porque não pode!

A Rede Globo baixou um decreto interno proibindo que os programas da emissora citem os nomes Facebook e Twitter1. Sempre que houver necessidade de se falar dos sites, o Facebook deverá ser substituído por “uma grande rede social”, e o Twitter por “uma rede social de mensagens curtas”. A Rede Globo alega que Facebook e Twitter são marcas e, por política comercial da emissora, marcas quando citadas são entendidas como merchandising. E, claro, a “Vênus Platinada” não vai divulgar uma empresa de graça.

Essa postura de omissão de nomes de marcas é recorrente na Rede Globo. Depois que a emissora perdeu o direito de transmissão das Olimpíadas reparem que, além de praticamente ignorar o evento em seus noticiários, o termo “Olimpíadas” não é mais citado, pois se trata de uma marca. Quando vai se referir ao evento, os apresentadores globais falam: “os jogos olímpicos”. Outro exemplo ocorre nas transmissões da Fórmula 1. Enquanto a maioria dos outros meios de comunicação se refere à equipe do tricampeão Sebastian Vettel como Red Bull, Galvão Bueno e sua trupe a cita apenas como RBR (acrônimo de Red Bull Racing). Temos também o caso da Copa Santander Libertadores, que na Globo é tratada apenas como Copa Libertadores. Mas essa censura parece ser apenas por parte das empresas das organizações Marinho, pois no canal Fox Sports a competição é chamada de Copa Santander Libertadores.

Outra briga recente envolvendo a Globo e a promoção de marcas se deu em virtude da divulgação dos naming rights de estádios. Essa estratégia consiste em vender à patrocinadores o direito de batizar determinados locais com o nome de uma marca, o que ocorre por exemplo com palco da cerimônia do Oscar, o Kodak Theater, e o Credicard Hall, em São Paulo. Essa onda vem chegando aos estádios brasileiros e alguns acordos entre clubes e empresas já foram fechados. O novo estádio do Palmeiras, inicialmente nomeado Arena Palestra Itália, se chamará Allianz Parque. A recém-reconstruída Fonte Nova, em Salvador, será batizada de Itaipava Arena Fonte Nova. O problema é que a Globo bateu o pé e disse que não vai assumir o compromisso de se referir aos estádios respeitando os naming rights. Ou seja, em vez de falar “Itaipava Arena Fonte Nova”, dirá apenas “Arena Fonte Nova”. Isso irritou clubes e empresas, que chegaram a desembolsar mais de R$ 100 milhões para dar nomes aos estádios. Depois de algumas discussões, a Rede Globo resolveu ceder um pouco2. Disse que vai divulgar os estádios pelos nomes das empresas patrocinadoras, mas apenas nas chamadas que anunciam os jogos.

Isso deixa bem claro o lema da Rede Globo: “no paid, no gain”. Para aparecer lá, tem que pagar. Que o diga Caio Blat3. Portanto, toda vez que você vir uma personagem na novela entrando numa loja, experimentando um perfume e a câmera mostrar um packshot do produto, pode ter certeza que aquela marca pagou uma bolada para fazer parte daquela cena. É o famoso “merchan”(dising).

Se o repórter aborda alguém na rua e o cidadão usa uma camisa com algum logotipo, a Globo vai e desfoca na hora da edição. Se numa entrevista coletiva você percebe que a câmera está muito fechada, dando um superclose em um atleta entrevistado, fique certo que não é pra mostrar a sua beleza, e sim para eliminar o risco de aparição de logos que estão em volta estampados no backdrop ou no boné. Na Globo, para a marca aparecer bonitinha, só pagando mesmo!

imagem invertida

Se às vezes você tem a impressão que está assistindo a televisão de frente para um espelho, não se preocupe. A imagem invertida é mais um recurso para disfarçar as marcas que aparecem à toa no vídeo.

Voltando ao tópico inicial do artigo, parece-me em vão essa tentativa da Rede Globo em querer censurar a pronunciação do nome Facebook, substituindo-o por “uma grande rede social”. Seria o mesmo que os outros grupos de comunicação ao se referirem à Globo falassem “a vênus platinada”, “a rede do plim-plim”, “a emissora dos Marinho”, “a TV do Projac” ou “aquela emissora que proíbe os programas de citarem nomes de redes sociais”. Ora, que besteira.

A verdade é que a grande pedra no sapato que tem incomodado a Globo nos últimos tempos é oriunda dos novos formatos de comunicação que surgiram na era pós internet. A publicidade tem se utilizado da força popular das redes sociais e do seu poder de propagar informações de forma instantânea para lançar mensagens publicitárias veladas, disfarçadas de conteúdos jornalísticos ou de entretenimento.

Ano passado a “toda poderosa” Globo quase deu um piti ao perceber que, sem saber, promoveu gratuitamente a campanha de uma marca de celular. O fato aconteceu com uma propaganda da Nokia em forma de viral4. No comercial, disfarçado de vídeo caseiro, um rapaz pedia ajuda para encontrar uma garota que havia conhecido em uma festa. O vídeo intitulado “Perdi meu amor na balada” caiu nas graças dos internautas e virou um hit na internet, gerando curiosidade e matérias jornalísticas. O portal da Globo, o G1, deu manchetes à história e chegou até a fazer uma entrevista com o rapaz do vídeo. Só depois perceberam que na verdade a história não passava de uma ação publicitária para vender um celular. Em matérias posteriores, é possível notar certa indignação do portal sobre o caso.

Ao divulgar um viral publicitário, achando ser um vídeo ingênuo de um rapaz em busca de seu amor, a Globo se sentiu enganada, ludibriada, furtada. Foi como se a Nokia tivesse colocado a mão no seu bolso e lhe tomado a carteira. Afinal, a Globo não costuma dar publicidade de graça a ninguém. A única propaganda de graça que passa na Globo é a propaganda eleitoral gratuita, e por força da lei.

Outra ação semelhante ao caso da Nokia ocorreu recentemente. Um homem enfurecido briga com uma mulher na varanda do apartamento, enquanto um homem seminu pula pela janela em meio a uma multidão que presenciava a cena. Esse fato repercutiu bastante na internet, tanto nas redes sociais como em portais, que inicialmente o divulgaram como notícia. Mas tudo não passou de uma encenação para promover um programa do canal Discovery5.

O certo é que essas novas diretrizes de comunicação, que põem em voga formas de propagandas cada vez mais sutis, camufladas de notícia ou de entretenimento, ganham força e se diversificam com os mecanismos possibilitados pela internet e pelas redes sociais. Com isso, torna-se cada vez mais difícil distinguir o que é comercial e o que é jornalístico.

E assim, a Rede Globo (como qualquer outro grupo de comunicação) fica inevitavelmente passiva desses artifícios e, mesmo sem querer, acaba fazendo merchandising de forma “0800”, como se diz por aí. Os antigos recursos utilizados, como borrar ou inverter a imagem, não fazem efeito no mundo da internet. Portanto, se a Globo pretende seguir à risca sua política comercial de não divulgar marcas de forma gratuita, é bom que ela pense em formas de lidar com isso. Se é que é possível…

Nota final: Esperta foi a Honda, que mesmo sem pagar nada, teve seu nome estampado na camisa de um jogador do Japão, aparecendo de graça na Globo durante os jogos da Copa das Confederações, torneio que é patrocinado pela Hyundai.

Chupa Globo!

Chupa Globo!

Links do artigo:
1)  Veja o comunicado da Globo
2) A Globo começa a ceder e anuncia os naming rights do estádios
3) O desabafo de Caio Blat sobre a Globo
4) Relembre o viral “Perdi meu amor na balada”
5) Confira a ação inusitada do Ricardão pulando a janela

Varejo Criativo

Somos diariamente bombardeados por propagandas de varejo, aquelas que apresentam ofertas gritadas por um locutor, com preços bem destacados dentro de splashes, que fazem BUM! quando caem na tela. Às vezes são apresentadas por um garoto-propaganda e geralmente vêm acompanhas por expressões como “Imperdível”, “Aproveite”, É só até amanhã”, “Venha correndo”.

Dizem que propaganda de varejo não pode ser criativa. A MohallemMeirelles tempos atrás até veiculou um anúncio ironizando a “pasteurização” do comercial de varejo.

anuncio MohallemMeirelles

Tudo bem que, em primeiro lugar, o  varejo tem a “responsabilidade de vender”. Mas isso não significa que deva ser sempre pela maneira mais óbvia e apelativa. Comunicação de varejo não é só questão de preço. É preciso também combinar o conceito e criatividade para transmitir valor de marca.

É o que a Ikea, gigante sueca do ramo de móveis, tem feito ao longo dos anos. Hoje ela possui um posicionamento forte, aliado a preços baixos e uma comunicação de varejo bastante criativa.

ikea - sale ikea_sale_bed ikea_sale_sofa ikea_sale_ward

Essa série de anúncios para divulgar o preço promocional do Smart foi bem criativa. Levou leão de bronze em Cannes.

Bronze - Smart - preço nao dura muito2 Bronze - Smart - preço nao dura muito1 Bronze - Smart - preço nao dura muito3

Essa é uma campanha de varejo de uma galeria comercial que vende vários tipos de produtos. O inusitado (criativo) ficou por conta dos modelos aparecerem espirrando. Veiculada no período do inverno, quando as pessoas costumam ficar gripadas, a campanha aproveitou para vender remédios e roupas de uma vez só.

Mais exemplos de anúncios de varejo criativos:

zoológico

varejo criativo Varejo_Chevrolet

Esse comercial para um supermercado sueco se tornou um ícone do varejo criativo e uma prova que é possível divulgar os preços sem precisar de “gritar” para o telespectador.

DVD Cannes Lions 2012 – Premiados no Festival de Cannes

Quem é apaixonado por propaganda se liga todo ano no Festival de Publicidade de Cannes. Considerado o “Oscar” da propaganda, o Festival de Cannes premia o que acontece de melhor na propaganda mundial em diversas categorias.

Quem não pode acompanhar o Festival, eis uma oportunidade de conferir o que rolou de melhor por lá esse ano.
Neste DVD você pode assistir todos os premiados na categoria Films  (ouro, prata, bronze e GP). São mais de 90 comerciais. Além disso o DVD traz as principais peças premiadas em Press, incluindo todos os anúncios brasileiros que levaram leões.


Tudo isso por apenas R$ 25,00 + frete.
Para adquirir o DVD entre em contato pelo e-mail: falecomigo@brenobrito.com

* este produto não é oficializado pelo Festival de Cannes. Para adquirir o produto oficial, acesse o site www.canneslions.com/shop/

Confira algumas das peças que estão no DVD:


Gold  – Axe, BBH London


Bronze – JVC, JWT Brazil


Bronze – Perdigão, Y&R

Propagandas do New Beetle

O que dizer de um carro que tem um dia mundial dedicado em sua homenagem? Quando falamos de Fusca, estamos falando de mais do que um automóvel, estamos falando de um ícone que se tornou parte da história, não apenas automotiva, mas também cultural da sociedade. Ontem, dia 22 de junho, foi comemorado o Dia Mundial do Fusca. São 78 anos desde que esse carrinho surgiu, revolucionando a indústria automobilística e conquistando a simpatia de pessoas no mundo inteiro.

Como não sou muito saudosista, mas adoro releituras vintages, apresento a seguir uma coletânea de anúncios do New Beetle, o carrinho lançado pela VW no final dos anos 90 que veio pra resgatar a áurea do Fusca.


Esse anúncio ganhou Grand Prix em Press no Festival de Cannes em 1998


Pai e filho.


Algumas vezes, sem saber por que, seu coração bate acelerado.


Essa foi a campanha de lançamento do New Beetle no Brasil


Anúncio do New Beetle nas Olimpíadas da China


Anúncio bacana da AlmapBBDO


O melhor de todos

UPDATE (em 22.02.2013)
O “novo” New Beetle, chegou no Brasil e foi rebatizado com seu nome original, Fusca. A campanha de lançamento mais uma vez ficou a cargo da agência AlmapBBDO.  Os dois comerciais levam o público a São Paulo dos anos 70, quando o Fusca era o único carro popular e o mais famoso do País. Nesta viagem no tempo, os espectadores são apresentados ao modelo de 2013, o carro do futuro. Os vídeos contam ainda com participações especiais de Mussum e Rivelino.

Mais uma campanha incrível desse carro, que coleciona fãs e um repertório de propaganda fantástico.

A importância dos fundamentos

Esta semana Nizan Guanaes escreveu em sua coluna na Folha de S. Paulo um artigo com o título “Tudo pelo social”, no qual aborda de uma maneira simples, porém inteligente, o tão badalado e comentado “marketing nas redes sociais”.

O surgimento das redes sociais através das mídias virtuais criou nos últimos anos uma legião de pessoas que começaram a se intitular “analista de mídias sociais”. Isso me lembrou a recém febre dos DJs, na qual todo mundo começou a atacar de DJ em festas, principalmente ex-BBB’s, artistas em decadência, ex-namorados de gente famosa e pseudo-celebridades em geral.

Só que tanto para ser DJ como para ser analista de mídia social não basta apenas saber operar a máquina, ou o sistema. Daí termos uma porção de DJ apertadores de botão e analista de mídias sociais que apenas se divertem navegando e compartilhando o que veem na internet.

Redes sociais sempre existiram e sempre foram dominantes ao longo da história. Portanto, analista de mídias sociais não é uma “profissão” nova. Podemos até dizer que psicólogos, filósofos, sociólogos sempre foram analistas de mídias sociais, porque analisar mídias sociais, mais que operar sistemas é, principalmente, analisar o comportamento das pessoas.

Essa é a questão maior. Não basta dominar os sistemas. Não basta saber como criar uma fan page no Facebook, como administrar uma conta no Twitter, como aferir métricas. É preciso ir mais a fundo e conhecer os princípios gerais da comunicação, de marketing, de relações e tecnologia. Nizan bem coloca em seu artigo: “Você não precisa se tornar um especialista nessas novas ferramentas, até porque elas passam. Seja um especialista em comportamento, entenda a suprema tecnologia humana, aquilo que chamamos de alma”.

Outro ponto de vista interessante, e que corrobora com pensamento do Nizan, é o do professor Silvio Meira, renomado cientista e pesquisador. Numa extraordinária entrevista concedida ao jornalista Roberto D’Ávila, o cientista falou da importância de se conhecer os fundamentos das coisas. “Numa época em que as transformações são muito rápidas, se você se concentrar em estudar e se tornar especialista em coisas que são a superfície da mudança, isso certamente trará problemas, porque a superfície muda muito rápido. Mas as novas superfícies que surgem sempre reutilizam os mesmos fundamentos básicos”, disse Meira.

Ele cita o exemplo: na graduação seu trabalho de conclusão de curso foi sobre cartões perfurados. Quando chegou ao mestrado, ele trabalhou com mainframes, e no seu doutorado lidou com estações de trabalho, ou seja, as superfícies mudaram, evoluíram, porém sobraram os fundamentos essenciais da área de conhecimento.

Portanto, o segredo é estar sempre aprendendo, desaprendendo e reaprendendo coisas novas, sem deixar de lado os princípios fundamentais que regem o funcionamento das coisas, independentemente de sua plataforma, da evolução de sua superfície. Já fui usuário do BBS, mIRC e ICQ. Orkut até dois anos atrás era a maior comunidade virtual no Brasil. Facebook e Twitter dominam o espaço atualmente, mas até quando? Conhecer a operacionalização desses sistemas é importante sim. Observo, porém, uma porção de pessoas que se limitam a isso. E não adianta apenas dominar o sistema, tem-se que dominar todo o conceito e os fundamentos por trás do sistema, pois os sistemas mudam ao longo do tempo, mas os fundamentos não.

Dia desses levei minha namorada na casa da minha mãe. Lá tem um cantinho onde ela guarda umas velharias, dentre elas uma máquina de datilografar do início dos anos 80. A namorada olhou pra máquina e perguntou: Como se usa isso? Fiquei estupefato com a pergunta, mas ela, com seus 22 anos, estava falando sério. Nunca havia usado uma máquina daquelas, afinal já nascera na era do computador.

Meu primeiro teclado QWERTY

Meu primeiro teclado QWERTY

E, por incrível que pareça, muita gente hoje sequer viu uma máquina de escrever. Não sou tão velho assim, mas brinquei um bocado com uma Remington (ou sou tão velho assim?). Naquela época tinha cursos de datilografia. Não cheguei a fazer, mas minha mãe, que nasceu numa era em que saber datilografar abria as portas para empregos, tem lá seu certificado. E hoje, mesmo tendo nascido numa época mais propensa à adaptação da tecnologia, e junto a isso aos teclados dos computadores, não sou páreo para ela na hora da digitação. Ela digita incrivelmente rápido.

Quando minha namorada fez a pergunta “como se usa isso?”, minha mãe rapidamente procurou uma folha de papel, pôs na máquina e começou a escrever. O que era datilografar hoje se chama digitar. Os termos mudaram, as superfícies mudaram, mas os fundamentos permanecem os mesmos, e minha mãe não os esqueceu.

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Vale a pena ler: Artigo “Tudo pelo Social“, de Nizan Guanaes.
Vale a pena assistir: Entrevista de Silvio Meira no Conexão Roberto D’Avila.